"Entre o momento de pegar na folha seca do plátano pondo-a à frente da boca para impedir o excesso ou a perda de palavras, e o final do tempo anunciado, quanta vida e quanto nada.
Esses olhos incidem no futuro, poços abertos não atentos à traição da realidade. Cada momento promete o que não tem e é o que não é, até à vinda do supremo impostor, o instante que mata."
Gastão Cruz, Existência, Lisboa: Assírio & Alvim, 2017, p. 25.
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