"Converte-se, pois, numa posição mental falha de apoio dialéctico o negativismo dogmático do homem do nosso tempo. Cada dia vivido é um valor vencido na caução imposta ao ser humano de viver matematicamente a sua morte. Este, afincando-se a um deliberado desconhecimento daquilo que mais o obrigatoriza em todas as imanências do quotidiano, pretende a todo o transe responder com altanaria às inculcações do Julgamento de que não está excluído."
António de Cértima, O Primeiro Dia do Homem Fora do Paraíso, Lisboa: Edições Ática, 1960, pp. 23-24.

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