"Eis as janelas torturadas até à escuridão.
As pombas brancas mortas à porta da noite.
Os livros silenciados em estantes derrubadas.
Eis as cortinas esventradas até à quietude.
Nenhuma brisa ou expressão no rosto do dia.
Eis as casas inclinadas de tristeza.
Os olhos fechados da paz."
Virgínia do Carmo, A menina que aprendeu a matar centopeias e outros poemas, Lisboa: Poética Edições, 2023, p. 47.

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