"- Mas os deuses são reais, não são?
- Sim, sim. Claro. Como não? Para quê ligar tanto à questão? Tu o disseste. Há doze olímpicos, com o estranho último acrescento. Mas são como os hexâmetros... como a poesia... a vida é assim. Podemos fazer um debate sobre tudo, questionar tudo e angustiarmo-nos sobre isso como, bem, Sócrates. Nesse sentido ele era sábio. Mas não notas que aqui e além, quando ele fazia as pessoas parar na rua (não os amigos, mas transeuntes), elas estavam ansiosas por se libertarem? Não era o mundo delas, compreendes? Elas próprias não questionavam cada um dos passos porque o andar ocorria naturalmente."
William Golding, A Duas Vozes, trad. J. Teixeira de Aguilar, Bibliotex Editor, 2003, p. 63.
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