"António (A ferver; ciúme) - O ouro é mais bonito, não é?...
Joana (Provocante.) - E é. Mil vezes, cem mil vezes mais bonito... É sim senhor!
Rita - E mais rico. Mais rico que é que ele é! Feio, o meu António? Oiçam isto, amigas, oiçam isto...
Joana - Feio, feio, feio como os sapos da terra! Todos os homens são feios, todos são ruins como a peste... Deles, até o cheiro envenena!..."
Bernardo Santareno, O Crime de Aldeia Velha, Ato I, cena V, 3.ª ed., Lisboa: Edições Ática, 1970, p. 34.

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