"Não, não tenho nos bolsos
punhado algum de terra
para firmar os dedos.
Sigo a margem do rio
e logo a água enche
o sulco das pegadas.
E sei assim que a margem
firme é só um momento
que não regressa, pois
a terra é logo água."
Manuel Amaral, Gente Terras Dia a Dia - poemas, Porto: Unicepe, 2003, p. 82.

No comments:
Post a Comment