"Sobre a morte, penso que o mais exacto
é o que escreve Yeats: criámo-la nós.
Nossa é toda a espécie de gadanhas e esqueletos,
de ressurreição e paraísos.
Vou conhecendo cada vez melhor
esse bosque interior aonde vamos dar sozinhos
com convicção:
só compreender enobrece.
Porque a poesia é, para quem escreve,
aprender a escrever-se.
Para quem lê é aprender a ler-se."
Joan Margarit, Animal de Bosque, trad. Àlex Tarradelas, Rita Custódio e Miguel Filipe Mochila, Lisboa: Língua Morta/Flâneur, 2024, p. 31.

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