"Como quem tece um xale
para o frio da alma
invento os teus braços
nos meus ombros,
a verão da tua boca
na minha pele.
No meu outono, agreste,
invento-te.
E a tua lembrança,
que não foi nem houve,
porque não existes
ou o teu destino é longe
e noutro lugar
atravessa a noite."
Luísa Dacosta, A Maresia e o Sargaço dos Dias, Alfragide: Edições Asa II, 2011, p. 57.

No comments:
Post a Comment