"Viver era respirar sob o cachecol
de manhã cedo, enquanto ligavam os aquecedores.
Nós, crianças, tivemos a liberdade
de ser tudo tão difícil para os mais velhos.
Cresci no espaço mínimo
que fica entre a ordem e a desordem:
há sempre um buraco onde os outros
se esquecerão de ti. Só tens de saber
que o preço a pagar é a solidão."
Joan Margarit, Animal de Bosque, trad. Àlex Tarradelas, Rita Custódio e Miguel Filipe Mochila, Lisboa: Língua Morta/Flâneur, 2024, p. 41.

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