nas lajes do chão dos quintais e dos muros
dos tanques que já não vedam bem
a luz presente. a atmosfera paira abobadada
na extensão dos lameiros e sobre a casa.
há um bulício de fadiga que o animal come
para não incomodar o sol, o trabalho da fotossíntese
nas árvores mais altas das ruínas dos soalhos,
as desquadrias das portas e janelas,
a demolição contínua das células, enquanto
o cavalo pasta a paisagem com vagar inquebrantável."
Óscar Possacos, curva, Vila Nova de Famalicão: Húmus, 2024, p. 63.

No comments:
Post a Comment