"Ó cheios de glória, luz vivente, ó Anjos,
que sob a divindade os divinos olhos
com a mística obscuridade de toda a criatura
fixais em ardentes desejos,
que jamais podeis saciar.
Ó glorioso gáudio aquele que vossa forma tem,
intacta em vós de toda a obra de iniquidade,
que primeiro no vosso sócio teve origem,
no Anjo perdido,
que quis voar
sobre o pináculo inacessível de Deus,
donde o próprio prevaricador foi precipitado em ruína.
Mas a prevaricação tornou-se instrumento
com que Deus consolidou a sua obra
de salvação."
Hildegard von Bingen, Flor Brilhante, introd. e trad. Joaquim Félix de Carvalho e José Tolentino Mendonça, Lisboa: Assírio & Alvim, 2004, p. 63.

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