" - E que é Paraíso?
- Sam Grigorio diz, nas Emilias, falando daquela santa cidade do Paraiso em breve que «nom há lingua nem entendimento que possa compreender nem dizer quaaes nem camanhas som as alegrias dele», as quaaes som: seer sempre presente aa companhia dos anjos, com os bem aventurados santos, que em ele som; e veer aquela face da Beenta Trindade; e sentir seu lume incompreensivel; e seer abastado de todo desejo; e haver conhecimento de toda a ciencia; e repouso eternal, sem temer morte; e ser seguro de sempre possuir aquela gloria bem aventurada."
Christine de Pisan, O Livro das Tres Vertudes - a Insinança das Damas, Parte I, ed. Maria de Lourdes Crispim, Lisboa: Caminho, 2002, pp. 92-93.
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