a vida do outro lado da janela,
a inocência do que se vê e não sabe.
os indispensáveis vínculos de quem fica
por quem parte nos acasos do vento,
nas urgências de um fogo devoluto.
Tudo é resíduo de alguma coisa,
cristal de um nome, filme de um instante.
As horas vestem-se do que foi feito,
da memória frondosa de uma rua,
de casas caiadas pela luz do entardecer,
de vitórias, reverências, tudo o que nos põe
para sempre do outro lado da vida."
Paulo Teixeira, Inventário e Despedida, Lisboa: Editorial Caminho, 1991, p. 15.

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