"Se alguém quiser prender a diferença
da sua vida
só o vai poder fazer
recorrendo à brevidade
em busca de um caminho para os rápidos
movimentos que
estabelece consigo.
Um possessivo rosa entre a imagem e o tempo
o contemplado espaço.
Era uma seta de luz correndo
uma assembleia de fantasmas. O repetido
corpo - funesto coração de
um impossível ginasta - seguia uma escola
de guerra, um sentimento estrangeiro.
A claridade, a queda, o atravessar luminoso
onde o equilíbrio se perde; noutros
termos, se alguém quer o imaginado sujeito
amanhã terá de escrever
tudo isto
de outra maneira,
com a velocidade de um detonado tiro,
solidão ouvida do outro lado do muro
do outro lado da noite."
João Miguel Fernandes Jorge, a jornada de cristóvão de távora segunda parte, Lisboa: Editorial Presença, 1988, p. 131.

No comments:
Post a Comment