"Dois soldados
passam
de mãos dadas
como amantes
Não tardará
a ronda
a procurá-los
como cães
Soldados
de mãos dadas
têm nome
Não chegarão a ver as montras
e o rio
os dois soldados
e a sentar-se
num banco
de jardim
A ronda
não tardará
a alcançá-los"
António Reis, Poemas Quotidianos, Lisboa: Tinta da China, 2017, p. 78.

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