"A chegada a uma cidade desconhecida corresponde uma espécie de excitação dos olhos, de mobilidade, de apetite visual: a alegria de um olhar «desabituado» (é outra luz, sem dúvida, e são outros os rostos, outra a arquitectura, outros os letreiros das lojas e dos anúncios). No dia seguinte à chegada, gasto três rolos fotográficos, mas levo três dias a acabar o quarto rolo... Para mim, a fotografia de viagem é uma espécie de pulsão, de histeria que se esgota muito rapidamente."
Hervé Guibert, A Imagem Fantasma, trad. Amândio Reis, Lisboa: BCF Edições, 2023, p. 87.

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