"Um fruto solar anunciado
numa operária que trabalha no amor.
Um que rompe a terra após a chuva
e de novo lhe cai. Amargo arado.
Fruto solar. De sol e cálcio.
Alcalino até ao coração.
O tanque resumido. Ou corpo húmido.
Toda a luz cabe numa boca
de limos, de volume. Espaço clar
e habitado em rio na garganta.
Um fruto, um claustro anunciado
num corpo de operário em combustão."
Nuno Guimarães, Entre Sílabas e Lavas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2024, p. 47.

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