"Lavra-se pouco na terra dada
da lavra de lavrar o chão
(os arados sulcam
a superfície do corpo)
lava-se pouco na terra atenta
da lavra de lavor quente
em pousio estão as terras
(agricultura
do corpo)
assim a carne repousa
moldada à nova função
(a de seara que espera
sob o sol a ceifa breve
e a extinção)."
Nuno Guimarães, Entre Sílabas e Lavas, Lisboa: Assírio & Alvim, 2024, p. 35.

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