"Perturbas-me, silêncio!
A tua voz é um mundo misterioso,
Estranho e comovente,
Que penetra a minha alma,
E se abraça ao meu corpo,
Impressionantemente!
Um mundo onde eu escuto o som alucinante
De biliões de vozes sofredoras,
Sufocadas na dor da incompreensão,
Sem paz e sem guarida;
As vozes recalcadas, já sem voz,
De todos os vencidos desta vida!...
- Vozes que também são o próprio eco
Do meu amargurado coração!"
Alice de Azevedo, Rosal sem Primavera, Porto: Empresa de Publicidade do Norte, 1963, pp. 63-64.

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