"Esta vida parada, horrivelmente fria,
Esta pobre existência tão vazia
De cânticos de amor e vozes de carinho,
Da música dos beijos, da ventura,
Dum milagroso abraço de esperança,
Como dói, como fere, como cansa!...
Antes viver ansiada,
Fremente de paixão,
Crucificada,
Na chama rubra dum cruel ciúme!
Antes sentir a cada instante,
A cada hora,
O sangue cachoar, como se fora
A lava de um vulcão!
Antes sentir o coração sangrando
E a alma enfebrecida,
Antes chorar, sofrer, amar, viver...
- Viver, viver, intensamente a Vida!"
Alice de Azevedo, Rosal sem Primavera, Porto: Empresa de Publicidade do Norte, 1963, pp. 111-112.

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