"Durante o passeio de hoje de manhã estudei demoradamente o mar. O sol encontrava-se por detrás de mim; a face das vagas que se levantava diante de mim era amarela e o céu reflectia-se na que fitava no fundo. Sombras de nuvens passaram no céu, produzindo efeitos encantadores: no fundo, no local em que o mar se tornava azul e verde, as sombras pareciam violeta e um tom violeta e dourado estendia-se também sobre as partes mais próximas, quando a sombra as recobria. As vagas eram como de ágata. Nessas zonas sombrias acabávamos por descobrir, face ao sol, a mesma associação de vagas amarelas e de partes azuis e metálicas - como se se tratasse de um reflexo do céu."
Eugène Delacroix, Diário (Extractos), trad. Fernando Guerreiro, Lisboa: Estampa, 1979, p. 131.

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