"Foi nesta grande amargura que fui, de laço branco, receber a comunhão. Quando acabou a cerimónia, foram todos, muito contentes, correr para o pé das famílias. A tia Suzana abraçou-me, chamou-me para o lado e disse-me:
- Que bom! Agora já tens maneira de falar com Deus. Muitos homens vivem sufocados porque não tiveram a humildade de deixar sempre aberta a janela que dava para Deus.
Eu, naquele dia, não percebi o que ela queria dizer. Só me dei conta da sua grande ternura e da força om que me apertou nos seus braços."
António Alçada Baptista, Tia Suzana, Meu Amor, Lisboa: Editorial Presença, 1989, p. 52.
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