"Atrás da cerca havia
um limoeiro - era nosso -
Os seus frutos amarelos brilhavam como lanternas,
as flores espalhavam o seu perfume no bairro.
Atrás da cerca havia
um limoeiro - era nosso! -
Mas era preciso enfeitar a filha da minha Censura,
que a sua cabeleira fosse perfumada e tivesse... um diadema.
Então cortaram os nossos limoeiros
e a primavera tombou-me dos olhos!"
Mahmud Darwich, O Jardim Adormecido, trad. e selec. Albano Martins, Porto: Campo das Letras, 2002, p. 23.

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