"Sei ainda que - prosseguiu ele -, se deitar a água de um copo noutro copo, obterá uma água diferente; as lágrimas derramadas por uns olhos poderiam cegar se fossem choradas pelos olhos de outra pessoa. O peito em que batemos quando estamos alegres não é o mesmo em que batemos quando estamos tristes; o sorriso de uma pessoa seria consternação nos lábios de outra. Cresce, ribeiro eterno, que a dor aí vem! O homem não tem nenhum ponto de apoio que não seja também um pacto."
Djuna Barnes, O Bosque da Noite, trad. Francisco Vale e Paula Castro, Lisboa: Relógio D'Água, 2010, pp. 43-44.

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