"Que fantástica cena, a Eternidade!...
Vejo-te a dançar, Bailarino,
Vejo-te a dançar
Sem tréguas nem esperanças
À busca dum corpo.
Não se incorpora a tua suavidade...
Busca-se um peso para a queda do fim...
............................................................................
Sem corpo, a Eternidade é bem cruel,
Se Deus nos deu uma alma que é pretexto,
Um mero cordel
Para o gesto..."
Reinaldo Ferreira, Poemas, Lisboa: Vega, 1998, p. 118.

No comments:
Post a Comment