"não entendo as conversas de café
os rituais sociais
códigos de pertença
sorrio fora de tempo
há pessoas que parecem encaixar
como se tivessem o molde certo
eu sou aresta
ângulo profundo
a frase deslocada no fim do poema
não pertenço a nada
não pertenço a mim.
e às vezes pergunto:
quem és tu pra estar aqui"
Rui Sobral, Noturnos, Lisboa: Poética Edições, 2025, p. 56.

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