"Tua face taurina tua testa baixa Teus cabelos em anel que sacudias como crina Teu torso inchado de ar como uma vela Teu queixo redondo tua boca pesada Tua pesada beleza Teu meio-dia nocturno Tua herança dos deuses que no Nilo afogaste Tua unidade inteira com teu corpo Num silêncio de sol obstinado Agora são de pedra no museu de Delphos Onde as montanhas te rodeiam como incenso Entre o austero Auriga e a arquitrave quebrada." Sophia de Mello Breyner Andresen, Dual, Lisboa: Editorial Caminho, 2004, p. 23.
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