"Rosa, na terra plantada,
Entre espinhos e abrolhos,
Volves a nós d'essa morada,
Onde foste arrebatada,
Os teus compassivos olhos!
Vê, Senhora, que eu hei posto
Só em ti minha esp'rança:
Se de mim foge o teu rosto,
Eu não fujo ao meu desgosto,
Que bem rápido me alcança.
Invoquei-te na tristeza
Do meu tão penoso exílio;
Dentro em mim senti acesa
Uma luz, cuja viveza
Era a fé no teu auxílio.
Desde então, mal sinto as dores
De quem fui escravo já...
Busco os dons animadores,
Mando ao céu os meus clamores,
E o céu graças me dá.
Mãe dos órfãos desvalidos
A ti devo quanto alcanço;
Mudos foram meus gemidos...
São meus dias sucedidos
Na doçura do descanso.
Mas se o teu divino amparo
Me abandona um só instante,
É então que em mim reparo,
E as fraquezas só deparo
Do pecado triunfante.
Um momento n'esta vida
Não me deixe o teu amor!
Faz do fraco um homem forte,
E por mim pede na morte
Na presença do Senhor!"



















