"Neste panorama de ecletismo generalizado adquirem uma crescente importância e visibilidade as práticas artísticas transdisciplinares, propondo estimulantes desafios aos discursos especializados estanques, tradicionalmente confiados a disciplinas artísticas com fronteiras claramente identificáveis.
Um filme, uma performance, uma banda sonora ou uma série de frases numa parede podem ser obras de artes plásticas. A dança pode ser literatura e o vídeo pode ser dança. (O teatro pode não ser texto e o texto pode ser música. E tudo pode ser silêncio ou, pelo contrário, apenas ruído.)
O uso da palavra transdisciplinaridade tornou-se tão generalizado ao longo da última década que começou a adquirir as características das palavras que entram na moda."
Alexandre Melo, Arte e Poder na Era Global, Lisboa: Documenta, 2016, pp. 21-22.
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