"A dama na torre está
a torre ébria como um boi
um boi sangrento
que come bolotas
ao levantar-se
e cospe sangue
ao deitar-se
A dama na torre está
A torre era tão alta
a dama era tão pequena
que uma pessoa se enganava
era essa a paga
No salgueiral
todos os nabos
se mimavam
A dama era tão pequena
a torre tão grande era
que as amêndoas
e as amantes
se amavam nos desvãos"
Benjamin Péret, Sol no Bolso, trad. Regina Guimarães, Contracapa: 2025, p. 91.

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