"PHILIPPE NEMO - Um silêncio sussurrante?
EMMANUEL LEVINAS - Algo que se parece com aquilo que se ouve ao aproximarmos do ouvido uma concha vazia, como se o vazio estivesse cheio, como se o silêncio fosse um barulho. Algo que se pode experimentar também quando se pensa que, ainda se nada existisse, o facto de que «há» não se poderia negar. Não que haja isto ou aquilo; mas a própria cena do ser estava aberta: há. No vazio absoluto, que se pode imaginar, antes da criação - há."
Emmanuel Levinas, Ética e Infinito, trad. João Gama, Lisboa: Edições 70, 1988, p. 40.

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