"A paisagem sobe a um altar
A paisagem desce
(sobe ou desce?)
Árvore é o poço do real
Árvore é o vértice
(poço ou vértice?)
Depois... Sim
depois de qualquer coisa...
há a fé e há a chave
há o barco e há o porto
É só abrir a fogo
o cadeado
e descobrir que nada
existe morto"
João Rui de Sousa, «Meditação em Samos», in O fogo repartido - poesia (1960-1980), Litexa, s. d., p. 122.