"Vejo com os olhos de Deus,
adormeço com ele sobre as paisagens,
dispus cuidadosamente o sangue nas areias,
ao dobrar o cabo dos anos, calei-me.
O tempo vai esmorecendo nas pobres vozes,
é uma terra parada a que nos deixa a descobrir
e Deus cala-se a meu lado, adormecido
como o melro docemente tranquilo."
Rui Cóias, Europa, Lisboa: Tinta-da-China, 2015, p. 30.

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