"O souvenir é o complemento da «vivência». Nele reflecte-se a crescente auto-alienação do indivíduo que faz o inventário do seu passado como haveres mortos. No século XIX a alegoria abandonou o mundo exterior para se instalar no mundo interior. A relíquia vem do cadáver, o souvenir vem da experiência morta que, eufemisticamente, se designa de vivência."Walter Benjamin, "Charles Baudelaire", in A Modernidade, trad. João Barrento, Lisboa: Assírio & Alvim, 2017, p. 177.

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