"Talvez acabe por preferir a solidão. A solidão é como uma dádiva, nela se não precisa mais do que finura, um certo engenho para contemplarmos com o nosso universo interior cada pedaço do céu ou cada rosa-dos-ventos. Serenos. Receber-lhe as variações. Do mesmo lugar, e sentido o que somos capazes de poder sentir."
Olga Gonçalves, Ora Esguardae, 3.ª edição, Lisboa: Caminho, 1989, p. 187.

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