"Ainda teimaste
em som
sarcofagado
afago
solidon
aldeia circunstrita
a um saloon
funiculada imagem
suicida
pedrinha pobre
em seu castelo
bacoco
abriste
as pregas
às aves más
do tempo
tens sol
acumulado
nas narinas
e doem-te
os dentes
que afinal são d'oiro
velha porcelana
alambicada
onde o sangue
crisalidou
em chá
o mar
esse cansou-se
de apalpar teus
seios
de matrona exausta."
Armando da Silva Carvalho, Os Ovos D' Oiro, cadernos de poesia, n.º 7, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1969, pp. 63-64.
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