Hugo von Hofmannsthal, The Lord Chandos Letter and other writings, trad. Joel Rotenberg, New York: New York Review Books, 2005, p. 124.
Monday, April 23, 2007
SEARCHING AGAIN FOR WORDS
Hugo von Hofmannsthal, The Lord Chandos Letter and other writings, trad. Joel Rotenberg, New York: New York Review Books, 2005, p. 124.
Thursday, April 19, 2007
VISÃO DA CEGUEIRA
Giorgio Agamben, Ideia da Prosa, trad. João Barrento. Lisboa: Cotovia, 1999, p. 125.
Tuesday, April 17, 2007
DUOBUS: AUTO-REFLEXÕES ENCONTRADAS EM PLATÃO E SOPHIA
"Altas marés no tumulto me ressoam
E paredes de silêncio me reflectem"
Sophia de Mello Breyner Andresen, Geografia
Sunday, April 15, 2007
MONSTRUM, MONSTRA
É o Mesmo transformado em quase-Outro, estrangeiro a si próprio. É uma demência do corpo, uma loucura da carne."
José Gil, Monstros, Lisboa: Relógio D'Água, 2006, p. 18.
Saturday, April 14, 2007
CHORAR ANTE O MUNDO, NA SOMBRA
Barão de Teive (Fernando Pessoa), A Educação do Estóico, ed. Richard Zenith, Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p.52.
Wednesday, April 11, 2007
O SONO DA NOITE
Friday, March 23, 2007
OFÍCIO DOS MORTOS - SUSPIROS EM DOIS FRAGMENTOS
"Os mortos reluzem nas cavernas, os nossos mortos
de corpo fechado pela perfeição das lágrimas.
Seus órgãos sustidos têm o peso
das jóias.
Porque a infância é uma visão terrífica, hipnótica.
Um transe, os olhos que se tornam secretos, o extremo lunar da casa
- pedra queimada no centro
da terra."
II.
"A energia das lunações reflui nos nervos
do espelho,
e a queimadura brilha
a pique - flor pulmonar moldada, e em baixo
as estrelas pontiagudas
das mãos."
Herberto Helder, Ou o poema contínuo, Lisboa: Assírio & Alvim, 2004, pp. 324-325.
Monday, March 19, 2007
LOUVOR DA OBSCURIDADE
Silvina Rodrigues Lopes, Literatura, defesa do atrito. Lisboa: Vendaval, 2003, p. 80.
Thursday, March 15, 2007
A DOR DE SER DISTANTE (para T.)
au-dessus de la pente ailée;
il reste un peu d'une claire nuit
à ce jour en argent mêlée.
Vois, la lumière ne pèsent point
sur ces obéissants contours,
et, là-bas, ces hameaux, d'être loin,
quelqu'un les consoles toujours."
("É quase um invisível que brilha,
rasando a colina alada;
sobra ainda um pouco de noite,
numa liga de claridade prateada com o dia.
Vê, a luz nem sequer pesa
sobre os obedientes contornos de além
e, lá longe, há sempre alguém que consola
os lugarejos da dor de ser distante.")
Rainer Maria Rilke, Frutos e Apontamentos, trad. Maria Gabriela Llansol. Lisboa: Relógio D'Água, 1996, p. 172-173)
Saturday, March 10, 2007
IMAGEM DAS PALAVRAS
"Uma longa sucessão de cantos para alcançar
a convicção
e a exorbitância. As palavras são as imagens
das palavras. O texto não é mais eterno
do que o contexto.
Uma álea de cimento, uma figura nova
entre as áleas de terra.
Depois da estrofe banho-me de sol assim como
teogonis bebia pelo seu escudo. Desde há muitos séculos
o Ocidente
está obcecado pelo sentido do indivíduo
e o da solidão.
Uiva, em intenção do meu nome, o mastim, que eu
como parte integrante do meu ser observo
na iluminura"
Fiama Hasse Pais Brandão, "Obra Breve", Lisboa: Teorema, 1991, p. 224.
"Ribeira Negra"(1987), Júlio Resende - pormenor.
Sunday, March 4, 2007
RAZÃO BENDITA: SÍMBOLO DE GARANTIA
"Dentro em meu coração, nesse momento,
Fez-se um buraco enorme - e nesse abismo
Senti ruir não sei que cataclismo,
Como um universal desabamento...
Razão! velha de olhar agudo e cru
E de hálito mortal mais do que a peste!
Pelo beijo de gelo que me deste,
Fada negra, bendita sejas tu!
Bendita sejas tu pela agonia
E o luto funeral daquela hora
Em que vi baquear quanto se adora,
Vi de que noite é feita a luz do dia!"
Saturday, February 24, 2007
SOBRE A AUSÊNCIA DOS DEUSES
"Tendo bebido, Publius disse o seguinte sobre os deuses e os homens no seio do universo:
- A ausência dos deuses aumenta o esplendor do universo. Os homens (homines) diminuem o esplendor do universo (Ou então: os homens diminuem o universo atribuindo-lhe esplendor)"
Pascal Quignard, "As Tábuas de Buxo de Apronenia Avitia", trad. Ernesto Sampaio. Lisboa: Cotovia, pp. 103-104
Monday, February 19, 2007
HAMLET LENDO LUCIANO
Menipo - E então, foi por isto que milhares de navios se encheram de homens vindos de toda a Hélade e que tantos caíram, Gregos e Bárbaros, e tantas cidades ficaram destruídas!
Hermes - Mas não viste, ó Menipo, a mulher viva, porque terias dito, também tu, que era desculpável «por tal mulher sofrer dores por muito tempo», visto que até as flores, quando secas, se alguém as olhar, acreditará naturalmente que não têm beleza; mas quando elas estão em floração e têm as suas cores, são lindíssimas.
Menipo - Portanto, aquilo que me surpreende, ó Hermes, é que os Aqueus não tivessem compreendido que sofriam por uma coisa tão efémera e que tão facilmente perde a flor.
Luciano, Diálogo dos Mortos, trad. Américo da Costa Ramalho, Coimbra: INIC, 1989, pp. 68-69.
Saturday, February 17, 2007
BLACK ROOK IN RAINY WEATHER
"Altough, I admit, I desire,
Occasionally, some blacktalk
From the mute sky, I can't honestly complain:
A certain minor light may still
Leap incandescent"
Sylvia Plath, "Pela Água", Lisboa: Assírio & Alvim, 2000, p.28
Tuesday, February 13, 2007
SAREPTA
Junto dos muros
Equilibrou-me o feixe de lenha na cabeça
De um modo que me abençoava
E como pedra que medita no coração
Do pedreiro
Voltei de novo para casa
E acrescentei a sua ausência
À viuvez"
Daniel Faria, Homens que são como lugares mal situados, V.N. Gaia: Fundação Manuel Leão, 2ªed., 2002, p.43.
Thursday, February 8, 2007
ESTÉTICA E MORAL
"Que há para dizer? a não ser que
a beleza passa despercebida . embora à venda
e comprada sem grandes hesitações
Mas é verdade, que a receiam
mais que a morte, a beleza é mais
receada que a morte, mais do que a própria morte
Como é belo!"
William Carlos Williams, Paterson, trad. Mª Lourdes Guimarães, Lisboa: Relógio D'Água, 1998, p.122
Thursday, February 1, 2007
ANTÍSTROFE SEGUNDA
Tuesday, January 23, 2007
FIAMA AUREA SACRA
Makes noon in the woodland sublime
Abides as entranced in a presence that saith
Things loftier life and serener than death,
Triumphant and silent as time"
(O Espírito tornado um com o espírito cujo sopro
Torna a tarde nos bosques sublime
Reside tão extasiado numa presença que disse
Coisas tão elevadas que a vida e mais serenas que a morte,
Triunfantes e silenciosas como o tempo.)
(A. C. Swinburne, in "Os Poetas Pré-Rafaelitas - Antologia Poética", org. e trad. Helena Barbas, Lisboa: Círculo de Leitores, 2005, pp. 374-375)
Thursday, January 18, 2007
ANGELOGRAFIA 3
NESSA LUZ
"E nessa luz estás tu;
mas eu não sei onde estás,
não sei onde está a luz."
Juan Ramón Jiménez, "Antologia Poética", trad. José Bento, Lisboa: Relógio D'Água, 1992, p. 162
Saturday, January 13, 2007
LUA PEREGRINA APARECENDO AO LONGE COM DOIS TRECHOS DE JUNQUEIRO
Florirei as pedras pelos maus caminhos!
Levo a luz dos astros e as canções dos ninhos
a sorrir nos beijos e a tremer no olhar!
II.
Deus golpeia a aurora para dar sangue às rosas,
Deus ordenha a Lua pra dar leite aos lírios!...