"Não sabemos quais, mas procuramos
o lugar mais distante onde se veja
uma rosa contida, geométrica
do que as mãos se aproximam devagar
como se fosse nela que encontrassem
um equilíbrio único, perfeito
por ser interior. Era a presença
que há-de ficar agora dividida
ao longo das arestas, destas linhas
tocadas pelo vento, desfolhadas,
e assim uma outra rosa, a verdadeira,
sujeita-seao rigor, ao que era mínim
como esta florescência que termina
num espaço abstracto, o seu jardim."
Fernando Guimarães, "Paixão e Geometria", in Algumas Palavras - Poesia Reunida (1956-2008), Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2008, p. 367.
No comments:
Post a Comment