"Um anjo farinhento dissimula
o surdo ruído e a aflação das asas
na sua branca escuridão. Enquanto dura
e a que sucumbe a turbulência da água.
Um anjo farinhento que se embrenha
ao fundo dessa branca escuridão
e arrasta o espaço áspero da azenha
para um côncavo susto de visão."
Fernando Echevarría, Geórgicas, Porto: Afrontamento, 1998, p. 193.
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