"Uma das vezes em que insistiu com mais veemência em falar com Alfredo da Cunha, o médico perguntou-lhe se ela não receava um «acto violento» por parte do marido. «Não» - respondeu-lhe categoricamente. Medo à morte rápida, «nunca teve». Horrorizava-a, isso sim, a «agonia lenta» em que a vida se pode afundar, arrastando consigo «esperanças e ilusões, indispensáveis à existência de todos, porque sem elas o mundo não seria suportável»."
Manuela Gonzaga, Maria Adelaide Coelho da Cunha - Doida Não e Não!, Lisboa: Círculo de Leitores, 2009, p. 83.

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