"regresso à memória
deus de um baralho.
um gigante de músculo breve,
sins líquidos, aqui de barcos
em praia seca.
sim, mentira
ar amigo, onde o vento te leva?
(nos leva).
agora estamos com pressa:
um só momento na maré,
e só um frémito frágil,
nada de mais com joelho,
pão amigo
e deus de um baralho.
primeiros de tu:
depois mais
intervalos de corpo
nos partem em manhãs
como azulejo mais antigo."
Óscar Possacos, tábua, Ribeirão: Edições Húmus, 2026, p. 68.
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