"Raymon tinha artes de se mostrar culpado sem se fazer detestar, às vezes esquisito, sem ser chocante, conseguindo até, também, fazer-se lamentar por pessoas que mais tinham a queixar-se dele. Há homens assim viciados por tudo o que deles se aproxima. Uma figura simpática e uma elocução viva, constituem toda a sua sensibilidade. Não pretendemos julgar com tanto rigor o senhor Raymon de Ramière, nem traçar o seu retrato antes de o pôr em acção."
George Sand, Indiana, trad. João Barreira, Lisboa: Edições Excelsior, s.d., p. 37.

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