"Que lindo dia
De poesia
Se pôs!
A manhã baça,
O jornal carrancudo,
E, de repente, tudo
Cheio de luz e graça!
E que não há milagres!
Há, mas são destes, que não provam nada...
É uma pena
Que a nossa alma seja tão pequena,
Ou já esteja ocupada."
Miguel Torga, Diário V, Lisboa: Planeta de Agostini, 2003, p. 64.

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