Na transumância dos animais que buscam os pastos mesmo quando morrem
Como qualquer estação que há-de vir
Como astro que repousa de dia para dia semelhante à estéril que amamenta a sua dor
Ponho-me na semente como abelha que procura o pólen
Ponho-me na esfera celeste de uma criança que se senta no chão
Pedra que se abre no calor fechado das mãos"
Daniel Faria, Poesia, 2ª ed., ed. Vera Vouga, Lisboa: Assírio & Alvim, 2015, p. 301.

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