Tuesday, September 15, 2026

ÂNSIAS DE MAR

 



"Não sabendo conversar e fugindo aos seus olhares como de grandes pecados, os seus silêncios pareciam distâncias dum tempo tão longo, que eles próprios se admiravam da vida não findar neles. E chegaram a maldizer, muito no seu interior, a sorte que os trouxera para ali, tão cheios de mocidade, apenas para se encontrarem, sozinhos em frente um do outro, batendo continuamente, em doidas ânsias de mar, de encontro ao que não venciam!"


António de Sèves, Leomil, Editora Lusitânia, Lisboa: 1921, p. 184 [ort. atual.]. 

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