"Que dia tão estranho.
Nenhum ramo a crescer,
Nenhuma folha, brisa alguma,
nem um rumor vivo na floresta.
Os meus olhos trepam devagar
a árvore onde moravas
E nenhuma pena caída,
Nenhum peso sobre os galhos
Nem rasto de ti.
No lugar do teu canto, um grito de carvão."
Virgínia do Carmo, Um corte leve na polpa dos dedos, Lisboa: Poética, 2026, p. 35.
Nenhum ramo a crescer,
Nenhuma folha, brisa alguma,
nem um rumor vivo na floresta.
Os meus olhos trepam devagar
a árvore onde moravas
E nenhuma pena caída,
Nenhum peso sobre os galhos
Nem rasto de ti.
No lugar do teu canto, um grito de carvão."
Virgínia do Carmo, Um corte leve na polpa dos dedos, Lisboa: Poética, 2026, p. 35.

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