"O homem romântico sabe que morre, com uma exasperante consciência da morte. Ele sabe que existe apenas para e por uma breve duração. [Como uma linha que tanto é nova, como velha, tal qual o indivíduo que se renova na morte e envelhece por meio de infindos nascimentos.] O mundo existiu antes dele e existirá depois dele, sem a sua presença. Esta certeza ultrapassa as possibilidades do pensamento."
João Miguel Fernandes Jorge, «A Hora da mais Curta Sombra», in Estelas, Ed. Bestiário, 2021, p. 107.

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