"No regresso (alcaçuzes ou doces de coco de quilómetro a quilómetro), explicava-me as suas ideias acerca da morte.
- É claro que ela não está aqui, Gabriel, mas os mortos não são como nós, viajam muito mais do que nós. E vou dizer-te um segredo (e baixava a voz): todos os cemitérios do mundo estão ligados uns aos outros, não te esqueças nunca disto, todos os cemitérios estão ligados uns aos outros."
Erik Orsenna, A Exposição Colonial, trad. Miguel Serras Pereira, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1989, p. 34.
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