"O ponto fundamental do conto é a experiência mística que os três cavaleiros buscam, algumas vezes acompanhados por Artur, através da visão do Santo Graal. A religiosidade do escritor é, entretanto, rude e bárbara. A nova lei, o cristianismo, teve de ser imposta na ponta da espada. Percival, depois de uma grande matança de infiéis que estavam infiltrados em meio aos habitantes do castelo, diz: «Eles, que não querem acreditar em Deus, devem morrer como loucos e os demônios». Ele «imediatamente matou todos os outros, pois não estavam dispostos a acreditar. No castelo, então, não havia mais nenhuma pessoa descrente». As forças que lutavam nas Cruzadas tinham o mesmo sentimento. Ricardo assassinou cruelmente centenas de prisioneiros, e Saladino declarou que, enquanto um só pagão permanecesse vivo, somente a morte o faria baixar a espada."
Elizabeth Jenkins, Os Mistérios do Rei Artur, trad. Luiz Carlos Rodrigues de Lima, São Paulo: Companhia dos Melhoramentos, 1994, p. 100.

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